Quinta-feira, 7 de Dezembro de 2006

Corroer

corroido.jpg Corroer a vida....



Queixam-se que não se tem gosto pelo trabalho, que não se liga, não temos brio….

Mas não é bem assim.

No meu caso e no de algumas colegas minhas o caso é o inverso.

Feliz ou infelizmente comecei a trabalhar tarde, comecei em algo que não era o meu “sonho” mas que desempenhei bem.

Um dia apareceu uma coisa melhor, a ganhar mais mas sem certezas….

Mudei toda a minha vida de um emprego certo para um incerto de contrato para recibo verde, de 29.000$00 para 60.000$00 mês tudo em contabilidade.

Ao fim de 4 meses passei da contabilidade para ajudar na programação e ao fim de 5 eatava como peixe na água numa Orquestra que adorava com pessoas que adorava e com desafios diários.

Trabalhei com pessoas fantásticas, não havia impossíveis, o dia não tinha 24 horas tinha 48 tinha as que fossem precisas….

Tudo aquilo tinha um pouco de “meu”!

Tive de tomar decisões boas e más, levei nas orelhas, recebi cumprimentos, corri o país, mal vi a minha filha, levei-a comigo, falhei festas de família, festejei os meus anos com os “meus” músicos.

Trabalhei muito, tive muito prazer!

Desta fui para outra…. Maior!

Mais importante!

Dei tudo, dei tanto!

Ajudei, criei, poupei, inventei!

Mais uma vez “abandonei” a família….

Para o quê?!

Para nada….

Para hoje ser uma nada numa grande instituição que não me aproveitou, que não sabe ou não quer saber o que dei, fiz por ela.

Todo o prazer de trabalhar, de ver o resultado do nosso trabalho juntamente com o de uma grande “casa” sumiu!

Hoje não sei fazer nada, perdi tudo tiraram-me tudo…

O que mais me custa é que nunca ninguém deu valor a nada do que eu fiz, para “eles” tudo apareceu feito ou foram os outros que o fizeram….

Mas no meio de tudo isto existe um Homem a quem eu tenho sempre que agradecer ( eu e muitos) pois foi com ele que aprendi muito do que sabia (já não sei, hoje funciono como qq outro FP, nada faço).

O Maestro Àlvaro Cassuto ensinou muita gente a trabalhar com Orquestras, pois hoje já existem cursos mas há 18 anos atrás ninguém percebia nada de nada!

Claro que hoje são todos muito entendidos e nem o conhecem......

Ele bem tentou, não digo que seja uma pessoa “fácil” mas como gestor….Continuo sentadinha há espera do 1º que consiga fazer metade!!!!!!!!!!!





Luar




Ps: É triste quando nos retiram o gozo de trabalhar…

Tiram-nos o trabalho, mudam-nos para outros "ramos" colocam quem não sabe nos nossos trabalhos... é o mesmo que por o electricista a arranjar canos....

é o inventar da roda!!!!



Ok hoje estou de muito mau humor!!!
Bichanado por: Luar às 15:13
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10 comentários:
De Mena a 18 de Dezembro de 2006 às 12:32
Amiga,
Faço tuas as minhas palavras! Parece uma frase feita mas para mim não é.
Trabalhava-se com gozo, com alegria, com rectidão, com empenho, com esmero, com, com, com....tudo o que não existe AQUI e que a maioria dos seus trabalhadores nem sabe o que é !
Havia camaradagem, amizade, fofoca, borgas e trabalho, muito trabalho! Trabalho muito giro que resultava bem porque a equipa era um todo como num campo de futebol, cada um com o seu lugar formando a equipa que funciona com orientação de um Treinador que lhes incute uma FORÇA para que o resultado final seja VENCER, GANHAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E todos dáva-mos a litrada mas saía-mos satisfeitos do camo! Agora....tanto faz é tudo uma hipocrisia, um salva-se quem puder, uma monotonia instalada que só satisfaz algumas "florzinhas" que vão mudando conforme o Jardineiro Mor.
É Pena mas, infelizmente é o retrato das instituições em Portugal, para as quais NÓS somos Obrigados a sustentar com os nossos Impostos.
Tenho dito!
Mena
De jo a 11 de Dezembro de 2006 às 20:46
Amiga, como te compreendo, nem queiras saber. Esta é uma "estória" que agora ouvimos a cada passo, é triste, mas uma realidade insufismável. Tem paciência, pelo menos não estás só. Bjs
De luis_duverge a 10 de Dezembro de 2006 às 23:09
Infelizmente esta é uma realidade cada vez mais comum. Estamos a viver uma transformação social com muitos
aspectos negativos e alguns positivos. O poder económico nacional e internacional irá dominar e influenciar o país
e o mundo nos próximos anos. Os valores morais e cívicos, independentemente da religião estão a perder-se. A sociedade
e os serviços que dela vivem têm custos cujo valor é incremental a cada 3 meses. A esta avalanche as tecnologias e o valor
do dinheiro tornam-se obsoletos a cada ano que passa. O valor do trabalho de um ser humano é avaliado pelo resultado que gera
em termos monetários. A cultura foi, é e será sempre oposta a uma visão economicista, ainda bem que assim é. As dificuldades
sociais quando surgem tèm consequências directas na cultura e no seu orçamento. Existem alguns mecenas que projectam a sua visão do
mundo, contudo é uma visão plural que importa existir. Depois deste longo texto ...a pergunta resta então o que devo fazer, ninguém deu valor
ao meu esforço, a tudo a que um ser humano se dedicou. Aquilo que já deves ter aprendido é que o ou os projectos de vida só atingem bom porto,
e têm bom resultado para nós quanbdo existe um rumo a seguir e que devemos obrigarmo-nos a segui-lo, mesmo que por vezes isso represente
solidão, uma visão egoísta, esforço psicológico ...qualquer projecto em que se entra tem de ter uma relação win-win, ambas as partes ganham, todas
as outras exclui-te delas ,,,ou então não te queixes mais tarde. Ganhar nem sempre tem uma compensação económica imediata, ou traduzível em numerário.

Aqui fica um texto de um escritor célebre, se gostaste depois diz-me se conheces:

Aprendizagens...

Depois de algum tempo, tu aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar a alma.
Aprendes que amar não significa apoiares-te,e que companhia nem sempre significa segurança.
Começas a aprender que beijos não são contactos,e presentes não são promessas.
Começas a aceitar as tuas derrotas de cabeça erguida e os olhos em frente,com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprendes a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos,e o futuro tem o costume de cair incompleto no chão.
Aprendes que o Sol queima se estiveres exposto muito tempo.
Aprendes que não importa o quanto tu te importas.Algumas pessoas simplesmente não se importam.
Aceitas que não importa o quanto seja boa uma pessoa.Ela vai ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso.
Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobres que se passam anos para construir confiança e apenas segundos para a destruir. Podes fazer coisas num instante das quais te arrependerás para o resto da vida.
Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer,mesmo a longas distâncias.O que importa não é o que tens na vida,mas quem tu tens na vida.Os bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprendes que não temos que mudar de amigos,se compreendermos que os amigos mudam.Percebes que tu e o teu melhor amigo podem fazer qualquer coisa,ou nada,e terem bons momentos juntos.
Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida te são retiradas muito depressa. Por isso,sempre deves deixar as pessoas que amas com doces palavras, pois poderá ser a última vez que as vês.
Aprendes que, ou controlas os teus actos, ou eles controlar-te-ão. Ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa o quanto é delicada e frágil uma situação, porque existem sempre dois lados.
Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário ser feito, enfrentando as consequências.
Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre quando cais, é uma das que te ajudarão a levantar.
Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com eles, do que com quantos aniversários celebraste.
Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são " tretas ". Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprendes que quando estás com raiva,tens o direito de estares com raiva,mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobres que só porque alguém não te ama da forma que tu queres que te ame, não significa que esse alguém não te ame com a força que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem demonstrar ou viver isso.
Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes tens de aprender a perdoar-te a ti mesmo.
Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, serás, a todo o momento, condenado.
Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido.O mundo não pára para que tu o consertes.
Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, em vez de esperares que alguém te traga flores.
E aprendes que realmente podes suportar; que realmente és forte e podes ir muito longe, depois de teres pensado que já não podias mais.
E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor perante a vida!

Uma boa semana.
De Mikas a 10 de Dezembro de 2006 às 13:05
Muitas vezes nao fazemos mais porque nao existe abertura dos superiores para inovar, quando tantas vezes é tão simples...
De arodla a 9 de Dezembro de 2006 às 17:02
Ai amiga como é igual a minha história de trabalho a única diferença é que comecei aos 18 anos, mas sempre fazendo o melhor e com o maior gosto sempre correndo não por dinheiro, mas por satisfação, tinha por hábito dizer que trabalhava de noite enquanto dormia pois passava a noite a sonhar com trabalho, também nunca fui de estar muitos anos seguidos no mesmo lugar, para procurar sempre mais satisfação no que fazia, nos últimos anos andei de cavalo para burro, até levar um pontapé no sim senhor, valeu a pena sacrifícios, de nunca faltar mesmo quando com uma valente gripe? valeu a pena trabalhar aos Sábados gratuitamente para pôr em dia o trabalho, muitas vazes não o meu. Espertos foram aqueles que tanto lhes fazia ser bem feito ou mal, desde que ao fim do mês o ordenado estivesse na continha, virando opiniões como o feijão frade, fugindo das responsabilidades como enguias na água, apesar de tudo á noite deito a cabeça na almofada e sei que sempre fui coerente com as minhas ideias, e que se errasse porque todos erramos era a primeira a assumir. Como desempregada que neste momento sou, penso quem fica mais pobre sem o meu trabalho não sou só eu, mas também o meu País.
Beijinhos
Arodla
De arodla a 9 de Dezembro de 2006 às 17:00
Ai amiga como é igual a minha estória de trabalho a única diferença é que comecei aos 18 anos, mas sempre fazendo o melhor e com o maior gosto sempre correndo não por dinheiro, mas por satisfação, tinha por hábito dizer que trabalhava de noite enquanto dormia pois passava a noite a sonhar com trabalho, também nunca fui de estar muitos anos seguidos no mesmo lugar, para procurar sempre mais satisfação no que fazia, nos últimos anos andei de cavalo para burro, até levar um pontapé no sim senhor, valeu a pena sacrifícios, de nunca faltar mesmo quando com uma valente gripe? valeu a pena trabalhar aos Sábados gratuitamente para pôr em dia o trabalho, muitas vazes não o meu. Espertos foram aqueles que tanto lhes fazia ser bem feito ou mal, desde que ao fim do mês o ordenado estivesse na continha, virando opiniões como o feijão frade, fugindo das responsabilidades como enguias na água, apesar de tudo á noite deito a cabeça na almofada e sei que sempre fui coerente com as minhas ideias, e que se errasse porque todos erramos era a primeira a dizera assumir. Como desempregada que neste momento sou, penso quem fica mais pobre sem o meu trabalho não sou só eu, mas também o meu País.
Beijinhos
Arodla
De Luisa a 8 de Dezembro de 2006 às 16:42
Hoje em dia cada vez se ouvem mais quixas iguais às tuas. Pos-se de parte o mérito e a experiência e quanto maiores são as "casas" mais vezes isso acontece. As pessoas perdem-se no meio da multidão.Os dirigentes não terão olhos para ver quem é verdadeiramente bom????
De Ursinho a 8 de Dezembro de 2006 às 08:11
Querida Luar, infelizmente casos como esse teu são cada vez mais comuns e por isso, cada vez maiores depressões, maiores baixas, menor produtividade... não tenho explicação para este tipo de atitude... idolatra-se demais a juventude e perdem-se as experiências adquiridas de quem já trabalha há muito e já bateu muitas vezes com a cabeça na parede. O melhor mesmo é mostrar que mesmo em lugares que não são os "nossos", o profissionalismo e a competência esses são "nossos". Beijinhos dos Ursinhos
De Maria Papoila a 8 de Dezembro de 2006 às 06:43
Como te compreendo! O meu humor passa por uma fase semelhante... Beijo
De Ricardo a 7 de Dezembro de 2006 às 15:41
Cara amiga

Embora não deva dar conselhos, porque para tal não estou abalizado,só lhe queria dizer que na o opinião de uma srª psicóloga espanhola que nãorecordo o nome e disso me penetêncio, a minha amiga deve arranjar outra ocupação e se renumerada melhor.
Bjnhos

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