As Luas da Gata Tata
Pode ser uma praia de águas turquesas peixes coloridos e luares românticos ou uma praia rochosa com altas escarpas, água cor de chumbo e céus rasgados pelos ventos e pelos raios..... Se vieres na positiva (triste/alegre) entra!
Cai o pano, apagam-se as luzes!

Muito bonito e verdadeiro, embora eu ache difícil conseguir manter uma flor viva, viçosa, depois de tanta coisa passada, mas isso é a minha opinião!
Eu um dia "abri" e sem dar por isso, nem tempo de pensar tive, aconteceu*, mais tarde foi fechado não por mim, mas foi, por isso, hoje precisamente um ano depois eu posso afirmar, fechei novamente esse sentimento que tem tanto de belo como de feio, mas agora mais forte, com maior firmeza nesse aspecto.
Para mim acabou mesmo, nunca mais, pelo menos como foi, não vou virar freira, podem ter a certeza, não tenho vocação para isso, 😉 agora deixar aquele sentimento que tive "aferrolhado" durante quatro décadas, não vou deixar volta a entrar nunca mais, tive alguns "abanos" mas resisti sempre, embora olhado para trás um deles fui "burra" por medo, orgulho, dúvida etc, é mesmo o único que tenho "pena" penso nisso, de resto, nenhuma, são apenas pessoas que passam pela minha vida, passam, não ficam, eu não deixo!
É mau, é bom? Não sei nem me interessa, mas é a minha decisão final!!
Luar
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*Agradeço uma coisa, ter sabido, sentido o que é estar apaixonada, essa recordação fica comigo.
Inspirado no texto retirado do Facebook, página do Grupo Carlos Drummond de Andrade, pubicado por Alexandra Paulon.
"As vezes para suportar as circunstâncias da vida, nos blindamos de tal forma que fazem com que pessoas nos enxerguem assim...
Como ferro, aço, ou qualquer material de difícil variação, mas na verdade nem de ferro, nem de aço...
Apenas alguém que decidiu ser resistente às dores, emoções ou sentimentos que um dia já lhe machucaram e que lhe fizeram CRESCER
Atrás de uma suposta “Armadura”
Tem alguém que ama, e quer ser amada, que abraça e quer ser abraçada, que cuida e quer ser cuidada, que protege e quer ser protegida.
Nem frágil, nem forte, apenas “Resistente”
Aprenda a identificar a flor 🌷 que existe por trás de uma Mulher de aço"

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"Morrer não é o Fim"
Foto: Marisa (Batata)
Este é o título de um livro da Agatha Christie, é um policial muito interessante e embora não tenha nada a ver com este artigo o seu titulo já tem.
Morreu o meu Cunhado mais velho, mas para mim e sei que a minha Irmã pensa do mesmo modo, não foi o "fim" mas sim um novo começo.
Quando as pessoas ficam doentes ao ponto de ficarem totalmente dependentes de terceiros, de perderem a sua dignidade, isso já não é Viver é apenas resistir pois existe um órgão chamado coração que teima em bater enquanto os outros já quase não funcionam, o próprio cérebro já mal comanda a as ordens da Vida... Ora isto não é viver é apenas um arrastar de uma situação que já não tem volta, apenas espera um fim que tarda em vir...
Quanto a mim e isto é uma opinião puramente pessoal e quando o digo sei do que falo pois quando a minha filha esteve em coma, houve um dia em que os médicos quase desistiram, o querer manter as pessoas cá em determinados estados, é apenas para amenizar a consciência de quem cá está pois para o doente é um suplício, uns porque estão conscientes e dão pela degradação do seu corpo outros estão inconscientes mas ninguém pode provar se sofrem ou não mas se apenas vegetam, mantê-los presos cá, para quê?!
Não podemos perder aquilo que já perdemos...
Ele era um homem lindo, com o cabelo branco mais bonito que já vi e uns belos olhos azuis, não eram do azul normal, eram um azul diferente, não sei explicar...
Era enérgico, vivo e teimoso...
Era Inglês e por isso andou a aprender Português, mas tal qual um puto, escondia os livros para não ter de fazer os trabalhos de "casa" e sorria com ar matreiro enquanto dizia num português com sotaque.
- Não sei onde estão, Salomei....
A minha irmã sorria e dava-lhe no toutiço.
Como era um dos Directores da Rover em Portugal foi ele quem me arranjou o meu 1º Mini-Moke, confesso que na altura tive que fazer um pouco de chantagem, pois em 198? os Mini-Mokes iam todos para os Rent-a-Car.
Como eu estava a ver que não consegui nada e os poucos que tinham chegado já estavam prontos para ir para o Algarve e Funchal eu disse-lhe:
- Está bem, não me arranjas um Moke vou comprar um Mehari....
Bem... ele até saltou do sofá! Ficou verde, azul e disse muito alto:
- Isso não, Isso é um perigo é tudo plástico, não presta para nada... Vou ver o que consigo fazer!
Meu dito meu feito mais ao menos uma semana depois ligou-me e eu foi buscar o meu 1º Mokinhas, lindo todo preto e com 18km!!!!!!
Homens!!!!!
Ele entendia o Português e até falava, mas se falassem com ele em Inglês... Dava-lhe mais jeito,,,lollll
Sempre achei graça quando ele dizia.
- Hello Batata!
Aquele Batata em português com sotaque ficava mesmo divertido...
Ambos gostávamos de gin tónico e ele sabia que era a minha bebida preferida no verão quando estava na água. Assim que eu me enfiava na água, em 10mn lá vinha ele com o meu gin tónico para colocar na borda da piscina.
Quando eles casaram, foi o casamento divertidíssimo, na Casa da Guia em Cascais eu e o meu sobrinho/afilhado fomos padrinhos de casamento da minha irmã e a minha sobrinha Inês + ? foram padrinhos dele.
Ele aguentou um fim-de-semana das "bruxas"... Só estava espantado com o nosso poder de beber e falar... Foi um FDS muito giro, dormimos as 4 manas debaixo do mesmo tecto.
Era teimoso como tudo e em muita coisa muito Inglês! Mas foi com uma facilidade espantosa com que passou de uma família pequena, a dele era bem pequenina e tipicamente Inglesa, para abraçar uma família Portuguesa, mas não uma família qualquer, a nossa família!!!
A nossa família além de ser enorme tem particularidades diversas, somos, alegres, festeiros, faladores, divertidos e principalmente o nosso lema é "Vive e deixa Viver"!, somos tipo família Italiana, sempre cheia de crianças e risos, claro que quando choramos choramos com dor e quando um precisa somos um todo!
Enfim teve uma Vida preenchida, fez coisas que gostava viajar, trabalhou, como todos nós teve desgostos, mas no final o que interessa é que agora já pode novamente guiar o seu Rover, colocar os pés na areia, beber o seu gin, comer o seu queijo, ver o seu futebol e principalmente ser livre, sem dores, limitações e fazer o que lhe der na real gana!
Sim, por que Morrer não é o Fim.... Nunca se morre no coração das pessoas que gostam de nós!
Jim um grande beijo, foi muito bom que tivesses feito parte da nossa família!
Luar (Batata)
Levanta-me bem alto, para que eu possa ver Lisboa de cima, sem as obras, a a sujidade, a falta de amor dos Homens.
Levanta-me bem alto para que a minha Lisboa volte a ser a Lisboa das canções, das crianças que brincam em liberdade, dos bonitos telhados, a cidade que tem a luz mais bonita do Mundo, a Lisboa dos poetas e amantes...
Imagem e texo: Marisa (Batata)